16.4.06

Do meu livro de cabeceira, "Duende". Poemas de amor e desamor.

Fosses tu deus, seria eu santo
alimentado a areia e gafanhotos,
sem cessar meditando o único nome
que o horizonte deserto não contém.
Sonho que acordo dentro do meu sonho
para o saber mais certo e mais real;
como o místico leio nas entranhas
da ausência a tua sombra desenhada.
E no entanto és gente, sangue e terra,
corpo vulgar crescendo para a morte;
incerto no que fazes, no que sentes,
e cioso do tempo que me dás.
Porque sei que me esqueces é que me lembro
cada instante o que perco e não vem mais.

António Franco Alexandre

2.4.06

nunca li nenhum livro da agustina...

por isso, e graças à rosa, começarei por aqui

... numa edição bilingue em português e francês



última leitura

prémio dos leitores de val d'isère


que ponto acrescentar a este livro?


que é uma história simples e previsível...

que despertou em mim a vontade de viajar até à grecia...

que despertou em mim a vontade de aprender a jogar xadrez...

13.3.06

Retomando os apontamentos,

"Mesmo aqui a luz poisa leve nos nossos rostos como se nos reconhecesse. Estou cheia de medo e estou alegre".


"Cheirava a maresia e a fruta. Longas músicas pareciam suspensas das árvores e das estrelas. E entre as casas brancas, na noite escura e azul, passava o rolar do mar".


"A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias".


"A luz recortava uma por uma todas as covas da areia".

12.3.06

não podíamos passar por cima desta pergunta e não conseguiriamos falar sobre mais nenhum livro se não deixassemos a resposta. o livro que lemos...


















apontamentos sem pés nem cabeça...

os contos que mais gostei: o jantar do bispo; a viagem

deixo aqui algumas coisas que gostei muito de ler...

sobre os nomes das personagens: o homem importantíssimo; o principe deste mundo

"mais depressa magro do que gordo"

" e era a presidente da obra dos tricots"

"ficou sozinho na escuridão cortada dos relâmpagos. encostado à parede via lá fora surgir da treva um jardim azulado, desconhecido e fantástico. a beleza, o abismo e o clamor da tempestade tinham-no suspenso. escutou imóvel durante algum tempo."

" nas mãos havia um gesto de paciência. um gesto muito antigo de paciência."

" a noite há-de trazer conselho"

" a carne firme, fresca e limpa da maçã estalou entre os seus dentes."

"era uma tarde do fim de novembro, já sem nenhum outono"

" agora eu penso no que poderia ter feito. era preciso ter decidido depressa. mas eu tinha a alma e as mãos pesadas de indecisão."

" - ah! - disse ela -, mesmo perdida vejo como tudo é perfumado e belo. mesmo sem saber se jamais chegarei, apetece-me rir e cantar em honra da beleza das coisas".

24.11.05

" Heles dado el nombre de
ejemplares, y si bien lo miras no hay ninguna de
quien no se pueda sacar un ejemplo".

Que livro virá aí?

22.11.05

será que com este post o blog passa a existir?

a-ver-vamos