19.12.06

... um livro sobre os livros...


« os livros mudam o destino da vida das pessoas. uns leram « o tigre da malásia » e converteram-se em professores de literatura em remotas universidades. « siddartha levou ao hinduísmo dezenas de milhares de jovens, hemingway converteu-os em desportistas, dumas transtornou a vida de dezenas de milhares de mulheres e não poucas foram salvas do suicídio por manuais de cozinha. bluma foi vítima deles.

mas, não a única. o velho professor de línguas antigas leonard word ficou hemiplégico ao levar na cabeça com cinco volumes da enciclopédia britânica, que se desprenderam da estante da sua biblioteca ; o meu amigo richard partiu uma perna ao tentar chegar ao « absalão, absalão ! » de william faulkner, mal colocado numa estante, o que o levou a cair da escada. outro amigo de buenos aires adoeceu de tuberculose nos sotãos de um arquivo público e conheci um cão chinelo que morreu de indigestão com « os irmãos karamazov » depois de devorar as suas paginas numa tarde de fúria (…) »
in "a casa de papel", carlos maría domínguez , edições asa

8 comentários:

marta disse...

Tive a sensação do "dejá vu". Tenho a ideia que já li isto e penso que não conheço este livro.
Se calhar folheei nalguma livraria.
Engraçado. Por me ter ficado. Vou comprar.
Beijinhos

magarça disse...

estou curiosa em saber a sorte que me vão destinar os livros...

Alcebíades José disse...

A boca dos dias não é como a da gente sempre disse a minha avó, é maior e mais funda e dela sai um aroma a phalaenopsis acabadas de colher, e sabe a nozes com pão.

Um Bom Natal,

Alcebíades José.

RAA disse...

Feliz Natal <:)}

J. disse...

Feliz Natal para todos...

ccc disse...

Não conheço, mas promete ....

MBSilva disse...

"Aterrei" neste blogue por acaso e gostei do que vi! Muito! Este livro de Carlos Maria Dominguez é qualquer coisa!

Posso dizer que não o li, "devorei-o"!
De facto, «os livros mudam o destino da vida das pessoas»... :)

Pedro Duarte disse...

:)

(eu a sorrir perante as desgraças dos outros ... a vida é estranha)